Sunday, August 13, 2006

Uma coisa que escutei!!!

Depois de muito tempo sem escrever, resolvi publicar uma coisa que escutei de alguem aparentemente sábio, era mais ou menos isso:
"A hipocrisia de nossos avós, gerou a irresponsabilidade de nossos pais, que gerou a nossa inconsequência, o que estamos gerando???"

Saturday, March 18, 2006

Inicio das Dúvidas

Pra começar, eu estou em casa, sem nada pra fazer assistindo o Fantastico programa intitulado de "A Praça é Nossa"(como bom alienado que sou), então vi uma propaganda política da oposição, uma em que aparecem dominós caindo, então me surgiu essa dúvida:
"Será que a classe política deste pais é tão arrogante, hipócrita e demagoga a ponto de achar que todos nós somos idiotas?
Será possivel que aquela "Gentalha" que se chama de "representantes do povo" realmente acha que não ha ninguém nesse país com um nivel pelo menos medíocre de percepção, para saber que o que era PFL antes agora virou PSDB, e que o que ja foi PT agora é PMDB e vai um dia ser SOL, ou qualquer outra sigla que de verdade não significa nada.
Será que algum político ainda acha que esperamos algo deles? A única coisa que esperamos na verdade é que nos atrapalhem menos.
E aos que dizem que "não é todo politico ruim não!"desculpem a minha alienação, mas me mostrem um bom...
(e se eu for continuar escrevendo eu explico por nenhum político pode ser bom...)

Descontroladamente Apaixonado

Aquele dia, como todo e qualquer dia comum, acordei por volta de oito horas, pratiquei o interminável ritual diário da higiene pessoal e rumei para o trabalho. No caminho, como era de costume, parei na padaria para fazer o desjejum.
Até então, nada de diferente havia acontecido, pedi o costumeiro pão de queijo e um café, foi então que tudo começou a acontecer. Os fatos e acontecimentos que começo a narrar agora fazem parte de uma sucessão causalista que fugiu do meu controle e ata da minha compreensão.
Quando mordi o pão de queijo, ela entrou na padaria; eu nunca a tinha visto, e no princípio fiquei admirado com a sua beleza, mas não era mais que admiração, aquela mulher belíssima ali parada em minha frente, no mesmo ambiente que eu, e assim tão de repente.
A cada mordida no pão de queijo a admiração aumentava, eu olhava seus olhos lânguidos, os seus seios fartos, o seu corpo esguio, as suas pernas compridas que terminavam onde começava a barra da saia, deixando a dúvida e ao mesmo tempo a certeza de que mais acima o que se veria deveria ser espetacular...
Não consegui controlar, e antes de terminar o desjejum, eu já estava apaixonado. Terminei então e em um esforço extremo fui trabalhar.
Aí começou o meu martírio. No escritório aquela visão não saía da minha cabeça, tudo o que acontecia me fazia lembrar dela, desde a cobrança de um relatório pelo chefe, até o brake para o café; diga-se de passagem, nesse dia eu fiz mais de vinte. Não consegui trabalhar, a hora não passava, aquela mulher já virara minha obsessão.
Até que o dia chegou ao fim. Corri para casa, queria que o tempo passasse logo, queria que chegasse rápido o outro dia. Por isso, fui dormir cedo, mas de nada adiantou, a ansiedade fez com que o sono fugisse de mim e então eu rolei por horas intermináveis e até atrapalhei o sono da minha esposa, com quem eu mal falara na noite anterior, coitada, nem imaginava que em minha mente já havia sido traída, e para piorar o meu remorso, ainda se preocupava comigo e perguntava a cada dez ou quinze minutos se podia fazer algo para me ajudar, isso me fazia odiá-la naquela noite. Mas enfim peguei no sono.
Meia hora antes do horário de costume eu já estava de pé, nem sei quanto tempo eu dormi, horas ou minutos, tanto faz, eu queria é correr para a padaria.
Quando cheguei o balconista que já estava habituado com meu monótono horário estranhou:
- E aí chefe, caiu da cama?
Eu nem me dei ao trabalho de responder, meus olhos e sentidos procuravam aquela mulher. Não precisou muito, lá estava ela no mesmo lugar, com a mesma imponência, e eu satisfeito por tê-la encontrado, fiquei ali, parado só admirando aquela beleza quase mítica.
O que começa a acontecer comigo depois, é quase inenarrável e provavelmente totalmente reprovável para você, caro leitor.
Deste dia em diante perdi completamente a concentração no trabalho, muitas vezes não conseguia nem trabalhar. Minha esposa, cada vez mais preocupada, começou a desconfiar...
As conseqüências você já pode imaginar: perdi o emprego, que não era uma maravilha, mas pagava as minhas contas. Logo veio o pedido de divórcio. Não honrava mais nenhum compromisso, a não ser um, o de ir àquela maldita padaria por volta das oito horas da manhã e ficar lá, parado, totalmente extasiado com aquela visão. As outras horas do dia eu me dedicava a qualquer atividade que fizesse o tempo passar mais rápido. E toda manhã voltava naquela padaria e ficava como sempre só olhando e esperando, quase mendigando, um gesto, um olhar, uma palavra ou qualquer outro indício de atenção por parte daquela deusa, algo que me fizesse ter coragem de chegar até ela.
O tempo foi passando e todo dia, seja quando eu estava na padaria por aquele breve período de tempo, ou nas intermináveis horas do resto do dia, eu ficava pensando, imaginando e sonhando com o dia e a hora em que eu falaria com ela e idealizava tudo, a voz, o toque, a carícia, o beijo e... Bem, tudo mesmo.
Até que naquele dia fatídico, lá estava ela novamente, linda, exuberante, e eu ali bobo, babando.
Quando subitamente ela olhou para mim, meu corpo tremeu, faltou-me o ar, e então ela deu um sinal com a cabeça, como que me autorizando a ir até ela.
Foram os dez passos mais distantes da minha vida, tudo passou pela minha cabeça, e ao mesmo tempo, eu não conseguia me lembrar de nada, o que fazer, o que dizer, e fui me aproximando, o coração batia mais forte, as pernas tremiam, a boca secou, e ela ali impávida, plácida, perfeita.
A dois passos dela, um ímpeto tomou conta de mim, algo novo que eu nunca havia sentido antes, e foi então que eu parei, os que me viram nessa hora dizem que minha expressão mudou. Dei então um passo para traz, tomei impulso, e desferi naquela face perfeita, um murro tão forte, tão bem dado, que ela tombou na hora, já com a boca ensangüentada e sem os sentidos.
Também, o que mais ela merecia depois de ter acabado com a minha vida?

Desvirginando.

Bom eu não tinha a menor intenção de criar um blog, ou seja la o nome disso aqui, mas deixando um comentário em um troço desses aqui de um amigo meu, eu errei o lugar de clicar, e acabei criando isso aqui.
No que vai dar isso eu não sei, mas assim eu também contribuo com a minha parcela de lixo na rede...